sorri que a vida é dura.
Nada dura tanto
que valha um drama.
Trama
um jeito de sairmos,
que te ensino a esquecer
dos nomes, dos atos
até de mim.
quinta-feira, 15 de março de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Cavalgadura
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Dizem que o cavalo encilhado não passa duas vezes.
Dizem que o cavalo encilhado não passa duas vezes.
O problema é achar a montaria certa em meio a tantas mulas.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Barbado velho
Eu devia ter uns 14 anos e algumas penugens abaixo do nariz e no queixo... nada muito visível.
Meu pai não me deixava sequer tocar numa gilete. Na cabeça dele, fazer a barba "desde cedo" engrossaria o pêlo. Aquilo pra mim era um pretexto pra me manter guri.
O que mais me tirava do sério não era a presença da sujeirinha no rosto, mas a impossibilidade de tupir a barba -Sim, porque é largamente disseminado pela comunidade macha que os pêlos faciais só crescem quando estimulados através do corte.
Se por um lado eu tinha um estraga-festa, por outro, contava com um grande incentivador: Meu avô.
O vô parecia ser uma pessoa vivida, com cara de gente doce e incapaz de fazer mal a uma formiga. De fato, ele era assim desde que me conheço por gente. Mas eu já sabia que a velhice torna as pessoas mais meigas. Sabia que meu vô certamente tinha lá seus pecados da época de recém-homem (da década de 50 pra cá o conceito de pecado mudou muito, por sinal).
De que motivo mais um piá precisaria pra ficar na dúvida?!
Por um lado, meu pai, me impedindo de crescer.
Por outro, meu vô, que via aquilo como reles brincadeirinha de criança.
E aí?! Agir ou não agir?!
No fim das contas, optei por fazer a barba escondido dos dois. Meu pai nem notou a diferença, até que contassem pra ele. Acho que ficou mais insatisfeito por não ter participado desse momento do que por qualquer outra coisa. Já meu vô foi avisado do ocorrido na mesma hora, mas não deu muita bola.
A moral da história é que as mudanças não precisam ser traumáticas. Ninguém "vira adulto" de uma hora pra outra. Nem com corte de barba, nem com trabalho, nem com primeira transa.
Espero, francamente, nunca ter de me desfazer da penugem, em alguns aspectos. Em outros, quero mais é ser como meu vô, que tinha idade pra sorrir mesmo se a navalha -falha- puxasse um pelinho.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Gêmeo
O mano e eu eramos inseparáveis. Até a primeira série, esperávamos um ao outro até pra ir ao banheiro. Acho que nunca vou ter uma capacidade tão grande de assimilar o sofrimento alheio quanto a que eu tinha em relação aos probleminhas dele. A gente sorria e chorava junto, mesmo quando não sabíamos direito o porquê do choro ou do riso um do outro. Meus amigos de infância, todos, são os dele. Tocávamos juntos, comíamos juntos. Dormíamos e acordávamos no mesmo quarto... Na hora de levar bronca, não adiantava tentar disparar: Sobrava pra nós dois.
Quando a gente perde um irmão pra vida adulta, é como se vivêssemos o momento seguinte a um "pé na bunda" do amor da nossa vida, só que pra sempre; Eu paro pra pensar e bate aquela impotência, de saber que ele tá ALI do lado, mas que as coisas mudaram de forma tão intensa que muito provavelmente não voltarão a ser como foram.
Não vivo no passado, mas quando lembro... Ah! Impossível não bater uma vontade danada de reviver esses momentos por um único instante.
Mas o bonito da vida é isso: Ter saudade do que foi bom.
Quando a gente perde um irmão pra vida adulta, é como se vivêssemos o momento seguinte a um "pé na bunda" do amor da nossa vida, só que pra sempre; Eu paro pra pensar e bate aquela impotência, de saber que ele tá ALI do lado, mas que as coisas mudaram de forma tão intensa que muito provavelmente não voltarão a ser como foram.
Não vivo no passado, mas quando lembro... Ah! Impossível não bater uma vontade danada de reviver esses momentos por um único instante.
Mas o bonito da vida é isso: Ter saudade do que foi bom.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Escrevendo como se lê
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"Toda mulher sabe que o quea .trai , no homem, é sua masculinidade."
"Toda mulher sabe que o queatrai
(pronto, ajeitei)
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"Toda mulher sabe que o que
"Toda mulher sabe que o queatrai
(pronto, ajeitei)
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Endireitado
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"Filho, existe dois tipos de mulher:
As que endireitam a vida de um homem, e aquelas que o estragam por completo."
Escutei essa frase quando ainda era piá, provavelmente proferida por algum velho idiota, daqueles que pensam que conseguem sintetizar o mundo feminino em sermões machistas.
Colocar tanta responsabilidade sobre as costas do sexo fragil é mesmo uma tremenda covardia, mas tenho de concordar: Das mulheres que passaram por minha vida, todas de alguma forma arrumaram um jeito de me endireitar. O problema é que nenhuma delas gostou da endireitada que provocou.
Daí aprendi que endireitar demais é sinônimo de estragar.
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"Filho, existe dois tipos de mulher:
As que endireitam a vida de um homem, e aquelas que o estragam por completo."
Escutei essa frase quando ainda era piá, provavelmente proferida por algum velho idiota, daqueles que pensam que conseguem sintetizar o mundo feminino em sermões machistas.
Colocar tanta responsabilidade sobre as costas do sexo fragil é mesmo uma tremenda covardia, mas tenho de concordar: Das mulheres que passaram por minha vida, todas de alguma forma arrumaram um jeito de me endireitar. O problema é que nenhuma delas gostou da endireitada que provocou.
Daí aprendi que endireitar demais é sinônimo de estragar.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Deixando o pago
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Quanto mais eu vivo, mais percebo o quanto minhas opiniões a respeito do mundo e de mim mesmo são frageis. Hoje, vagando pelo interior xucro do estado, foi a vez de perceber que não sou um exemplo de bom samaritano; Não passo de um reles e estúpido morador de cidade grande, grosseiro e guiado pelas aparencias.
...
Já estávamos deixando Torrinhas, que pra quem não sabe é o reduto mais próximo do fim do mundo e antigo lar dos meus pais, quando vimos alguns parentes da minha mãe sentados na varanda e pensamos em parar. A bem da verdade, a visita era mais pelo constrangimento de sermos identificados ao passar reto do que por qualquer outro motivo.
"- Quem sabe a gente não pára na dona Iolanda?!" meu pai perguntou.
Foi quando comecei a me tocar do que estava acontecendo: Aquela pequena pausa na viagem era na verdade um pretexto que o destino bolou pra me fazer lembrar o quanto se deixa pra trás entrando na vida adulta.
Paramos o carro. Passei pela cancela e cumprimentei o pessoal. Engoli o choro.
Vi o sorriso sincero de uma senhora sofrida, mas que não esquece jamais que a vida é boa e que as pessoas são movidas de forma estranha a se aproximarem umas das outras. Vi que meu desenhinho de criança foi capaz de ancorar lembranças boas do finado seu Vadeco e do pai dele, seu Ermenegildo, saudaveis, quando ainda tinham disposição de mostrar suas espingardas e peles de caça. Vi que nem a idade avançada e nem os problemas na coluna foram empecilhos para que ela continuasse a frequentar aquela casa;
e, sem dúvida, a observação mais dolorosa:
Vi que, embora muitas vezes as pessoas sejam por mim esquecidas, ainda permaneço frequentemente em suas lembranças.
Era inevitavel chorar e pensar
..................................... "...se Deus quiser, dessa vez demoro mais pra esquecer."
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Quanto mais eu vivo, mais percebo o quanto minhas opiniões a respeito do mundo e de mim mesmo são frageis. Hoje, vagando pelo interior xucro do estado, foi a vez de perceber que não sou um exemplo de bom samaritano; Não passo de um reles e estúpido morador de cidade grande, grosseiro e guiado pelas aparencias.
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Já estávamos deixando Torrinhas, que pra quem não sabe é o reduto mais próximo do fim do mundo e antigo lar dos meus pais, quando vimos alguns parentes da minha mãe sentados na varanda e pensamos em parar. A bem da verdade, a visita era mais pelo constrangimento de sermos identificados ao passar reto do que por qualquer outro motivo.
"- Quem sabe a gente não pára na dona Iolanda?!" meu pai perguntou.
Foi quando comecei a me tocar do que estava acontecendo: Aquela pequena pausa na viagem era na verdade um pretexto que o destino bolou pra me fazer lembrar o quanto se deixa pra trás entrando na vida adulta.
Paramos o carro. Passei pela cancela e cumprimentei o pessoal. Engoli o choro.
Vi o sorriso sincero de uma senhora sofrida, mas que não esquece jamais que a vida é boa e que as pessoas são movidas de forma estranha a se aproximarem umas das outras. Vi que meu desenhinho de criança foi capaz de ancorar lembranças boas do finado seu Vadeco e do pai dele, seu Ermenegildo, saudaveis, quando ainda tinham disposição de mostrar suas espingardas e peles de caça. Vi que nem a idade avançada e nem os problemas na coluna foram empecilhos para que ela continuasse a frequentar aquela casa;
e, sem dúvida, a observação mais dolorosa:
Vi que, embora muitas vezes as pessoas sejam por mim esquecidas, ainda permaneço frequentemente em suas lembranças.
Era inevitavel chorar e pensar
..................................... "...se Deus quiser, dessa vez demoro mais pra esquecer."
sábado, 4 de setembro de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Viva o Caos!
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Sempre achei que o melhor da vida é que ela é imprevisível...
Num dia estamos vivos, n'outro somos subitamente diagnosticados com câncer em estado terminal. Um dia é melosice, outro sexo selvagem. Um dia se está pobre, outro se ganha na loteca. Num dia encontramos as mulheres da nossas vidas, no outro queremos é sair e encontrar paixões breves (e descobrimos que aquele grande amor de outrora só existiu por nossa imobilidade sentimental). Hoje a glória, amanhã a derrota; depois de amanhã, a volta por cima.
Fiz um pacto comigo mesmo:
Viverei intensamente o presente enquanto as coisas forem bem. Quando tudo der errado, não me esconderei no dia de ontem; passado só serve de base pra aprendizado e como fonte de inspiração para o futuro. Ao invés de reconstituir momentos, buscarei reviver emoções. Tentarei ter mais vontades e menos expectativas. Mas, principalmente, perseverarei e pensarei no futuro: Ele está sempre em aberto.
A gente nunca sabe quando vai ser atropelado, mas também não dá pra prever nossa chance em 50.063.860 de ganhar na megasena.
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Sempre achei que o melhor da vida é que ela é imprevisível...
Num dia estamos vivos, n'outro somos subitamente diagnosticados com câncer em estado terminal. Um dia é melosice, outro sexo selvagem. Um dia se está pobre, outro se ganha na loteca. Num dia encontramos as mulheres da nossas vidas, no outro queremos é sair e encontrar paixões breves (e descobrimos que aquele grande amor de outrora só existiu por nossa imobilidade sentimental). Hoje a glória, amanhã a derrota; depois de amanhã, a volta por cima.
Fiz um pacto comigo mesmo:
Viverei intensamente o presente enquanto as coisas forem bem. Quando tudo der errado, não me esconderei no dia de ontem; passado só serve de base pra aprendizado e como fonte de inspiração para o futuro. Ao invés de reconstituir momentos, buscarei reviver emoções. Tentarei ter mais vontades e menos expectativas. Mas, principalmente, perseverarei e pensarei no futuro: Ele está sempre em aberto.
A gente nunca sabe quando vai ser atropelado, mas também não dá pra prever nossa chance em 50.063.860 de ganhar na megasena.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Ressaca
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...te vejo.
costas na parede,
na festa,
aos olhares exposta
Mal sabes meu desejo
-tocar teus lábios
Quisera deixar à mostra,
mas não deu.
Porque eu?
porque tu?
Queria um beijo só,
gosto doce,
mágico
que fizesse esquecer o porre.
Ah! Tanto faz
Amanhã acho que passa
Deus sabe que quem me pôs assim, fresco,
foi essa maldita cachaça.
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...te vejo.
costas na parede,
na festa,
aos olhares exposta
Mal sabes meu desejo
-tocar teus lábios
Quisera deixar à mostra,
mas não deu.
Porque eu?
porque tu?
Queria um beijo só,
gosto doce,
mágico
que fizesse esquecer o porre.
Ah! Tanto faz
Amanhã acho que passa
Deus sabe que quem me pôs assim, fresco,
foi essa maldita cachaça.
domingo, 18 de julho de 2010
Meia-verdade
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Paixão é sentimento egoísta, solitário e avassalador.
A gente pensa as coisas como se o mundo estivesse aos nossos pés, como se todos devessem senti-lo à nossa forma, como se o objeto de nosso desejo também nos desejasse. Não existe coerência além da própria razão da nossa -e unicamente da nossa- forma de sentir.
O apaixonado sente uma necessidade imensa de falar sobre seus problemas amorosos; pudera, afinal de contas, para ele tudo é problemático. É porque ele (o apaixonado) faz questão de criar empencílhos para tirar o romance do plano do imaginário. No fundo sabe que a paixonite acaba pouco tempo depois que o relacionamento chega as "vias de fato" e que a luta posterior é ainda pior: Manter o mínimo de amizade entre duas pessoas que aproximaram-se por motivos tão meramente instintivos e fúteis.
Criei esse texto como antídoto pra quando eu tiver suspirando por alguém. Um remédio amargo, mas necessário. Quando estamos loucamente apaixonados, muitas vezes falamos bobagens e subjugamos o que mais nos torna interessantes: Nossa malícia e nossa capacidade de ter segundas intenções além das primeiras. Se amanhã ou depois eu aparecer saltitando e proferindo melosices, enfiem-me essas palavras guela'baixo.
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Paixão é sentimento egoísta, solitário e avassalador.
A gente pensa as coisas como se o mundo estivesse aos nossos pés, como se todos devessem senti-lo à nossa forma, como se o objeto de nosso desejo também nos desejasse. Não existe coerência além da própria razão da nossa -e unicamente da nossa- forma de sentir.
O apaixonado sente uma necessidade imensa de falar sobre seus problemas amorosos; pudera, afinal de contas, para ele tudo é problemático. É porque ele (o apaixonado) faz questão de criar empencílhos para tirar o romance do plano do imaginário. No fundo sabe que a paixonite acaba pouco tempo depois que o relacionamento chega as "vias de fato" e que a luta posterior é ainda pior: Manter o mínimo de amizade entre duas pessoas que aproximaram-se por motivos tão meramente instintivos e fúteis.
Criei esse texto como antídoto pra quando eu tiver suspirando por alguém. Um remédio amargo, mas necessário. Quando estamos loucamente apaixonados, muitas vezes falamos bobagens e subjugamos o que mais nos torna interessantes: Nossa malícia e nossa capacidade de ter segundas intenções além das primeiras. Se amanhã ou depois eu aparecer saltitando e proferindo melosices, enfiem-me essas palavras guela'baixo.
domingo, 20 de junho de 2010
Reticências, só amanhã.
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Quando aparentemente houve interesse, criei um ponto de interrogação. Não gostei. Quando tentei trocar por exclamações, descobri em ti um ponto e vírgula. Tentei mudar o idioma, trocar vogais por acordes, acentos ortográficos por rítmicos, até apelei pra língua muda... de nada adiantou: Entre aspas, travessões e pingos nos is, procuraste num amigo a gramática corrigida e me deste de presente um ponto final.
.........................[e um dicionário desnecessário, pra eu encontrar o significado da palavra "não"
Prefiro pensar que algo saiu do teu controle, que querias dar reticências mas faltaram pontos no mercado.
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Quando aparentemente houve interesse, criei um ponto de interrogação. Não gostei. Quando tentei trocar por exclamações, descobri em ti um ponto e vírgula. Tentei mudar o idioma, trocar vogais por acordes, acentos ortográficos por rítmicos, até apelei pra língua muda... de nada adiantou: Entre aspas, travessões e pingos nos is, procuraste num amigo a gramática corrigida e me deste de presente um ponto final.
.........................[e um dicionário desnecessário, pra eu encontrar o significado da palavra "não"
Prefiro pensar que algo saiu do teu controle, que querias dar reticências mas faltaram pontos no mercado.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Namoridos
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Não vou casar de papel passado! Decidi hoje.
Casar é contrato, é tão démodé!
O casamento é originalmente um ato de diplomacia entre reinos que nada tem a ver com amor...
Continua sendo, de certa forma. Conciliação entre teu reino interior e o de tua mulher.
Meu reinado é soberano e irredutível. Dificil é convergir comigo.
Acho que no meio da conjugação do "divertir" a língua cansa, o fonema muda e, quando vemos, o verbo já morfou pra "divergir".
Melhor é ser namorado pra sempre!
Prefiro morar sozinho que é pra sentir saudade, insegurança, sonhar abraçado no travesseiro e ver o vazio passar (e voltar) na pontinha de tarde livre em que tivermos nosso encontro; Ter uma noite carnal que valha a semana toda de poucos toques no celular, de incertezas do futuro e de carência física e sentimental. Na incerteza da informalidade é que a gente aprende que a eternidade está escondidinha no momento do agora.
Vontade dá, claro, de me ajoelhar na tua frente e pedir tua mão, de te mostrar um enorme anel de brilhantes e de ver deitar nossa noite de núpcias. Mas a gente pode fazer de mentirinha, né?!
Não pode?
Bom, então esquece tudo e noiva comigo.
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Não vou casar de papel passado! Decidi hoje.
Casar é contrato, é tão démodé!
O casamento é originalmente um ato de diplomacia entre reinos que nada tem a ver com amor...
Continua sendo, de certa forma. Conciliação entre teu reino interior e o de tua mulher.
Meu reinado é soberano e irredutível. Dificil é convergir comigo.
Acho que no meio da conjugação do "divertir" a língua cansa, o fonema muda e, quando vemos, o verbo já morfou pra "divergir".
Melhor é ser namorado pra sempre!
Prefiro morar sozinho que é pra sentir saudade, insegurança, sonhar abraçado no travesseiro e ver o vazio passar (e voltar) na pontinha de tarde livre em que tivermos nosso encontro; Ter uma noite carnal que valha a semana toda de poucos toques no celular, de incertezas do futuro e de carência física e sentimental. Na incerteza da informalidade é que a gente aprende que a eternidade está escondidinha no momento do agora.
Vontade dá, claro, de me ajoelhar na tua frente e pedir tua mão, de te mostrar um enorme anel de brilhantes e de ver deitar nossa noite de núpcias. Mas a gente pode fazer de mentirinha, né?!
Não pode?
Bom, então esquece tudo e noiva comigo.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Momento de reflexão
De nada adianta ser o genro que mamãe queria, sem que sejas o marido que a filhinha atrai.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Loira
Loira, que não me queiras até entendo
e se tendo a me apropriar
do interesse que te falta
é pra compensar
Tola, toda proeza e qualquer força
qu'eu empregue em te conquistar
e o que é o amor sem toda insensatez
pra amargar à dor?
o teu tento me deixa tão mal
tento não brigar com o destino,
e desafino o clandestino hino do fim
- desatino é ter paixão não partilhada.
Dê-se logo a outro, cá me deixe
desce o pedestal erguido a esmo
Tão logo passado o encanto teu
acordo e te desprezo
Essa tá virando um sambinha torto (influência do jazz, como diria Carlos Lyra).
Já não vejo tanta graça na composição....
e se tendo a me apropriar
do interesse que te falta
é pra compensar
Tola, toda proeza e qualquer força
qu'eu empregue em te conquistar
e o que é o amor sem toda insensatez
pra amargar à dor?
o teu tento me deixa tão mal
tento não brigar com o destino,
e desafino o clandestino hino do fim
- desatino é ter paixão não partilhada.
Dê-se logo a outro, cá me deixe
desce o pedestal erguido a esmo
Tão logo passado o encanto teu
acordo e te desprezo
Essa tá virando um sambinha torto (influência do jazz, como diria Carlos Lyra).
Já não vejo tanta graça na composição....
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Atrofiamento Social
Vida em sociedade é algo que se exercita.
Às vezes o músculo dói -geralmente quando não é aquecido antes do uso.
Há de se ter um certo cuidado: Como conseqüência da dor e do desgosto, é bastante comum o abandono dos exercícios diários.
Se o músculo deixa de ser usado, tende a enfeiar e a atrofiar.
Eu tô precisando de uma personal trainer, urgentemente.
Às vezes o músculo dói -geralmente quando não é aquecido antes do uso.
Há de se ter um certo cuidado: Como conseqüência da dor e do desgosto, é bastante comum o abandono dos exercícios diários.
Se o músculo deixa de ser usado, tende a enfeiar e a atrofiar.
Eu tô precisando de uma personal trainer, urgentemente.
sábado, 10 de abril de 2010
Infantilóide por opção
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Acabei de ler uma das brilhantes postagens do blog P.O.V e lembrar dos meus áureos tempos de infância. Pensei na época em que meu finado avô tinha uma Belina. Meu irmão e eu deitávamos a cabeça sobre aquela parte traseira em que ficam as caixas de som do carro e ficávamos vendo as luzes passarem sobre o vidro. Hoje os carros têm escoro para a cabeça, as crianças já não podem mais ter esse gostinho...
A um adulto anormal corresponde uma infância igualmente anormal:
Sempre fui a criancinha ranhenta que convivia melhor com bichinhos dentro de vidros de concerva do que com bolas de futebol, que colecionava figurinhas de chiclé do Rei leão e que decorava nomes-científicos de dinossauros estampados nas tiras de papel do chocolate "Surpresa!". Brinquei de lego, desenhei em papel de impressora e fui criado feito uma dondoca.
Também lembro de ser o dedo-duro dos meus amigos, não importando o quanto eles apanhariam ou quão sacais seriam seus castigos. Não sei dizer agora se aquilo era causa ou consequência da minha dificuldade pra manter amizades, mas era doloroso delatar. Verdade é que eu era acolhido pelos meus pais sempre que dedava alguém por alguma teimosia, e sempre acabava sozinho enquanto todo o resto se divertia.
O único pensamento confortante que eu tinha era de que eu estava certo (estar certo = ser um grande imbecil que acha que passar trote a cobrar dá cadeia).
Eu chorava bastante mas achava que era o preço a ser pago por ser superior;
Na realidade eu era um crápula.
Hoje eu prefiro as criancinhas teimosas e acho que serei um pai daqueles que deixa o filho montar na garupa e fazer de cavalinho.
Minha mulher terá duas crianças pra cuidar:
Nosso filho e seu melhor amiguinho -eu.
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Acabei de ler uma das brilhantes postagens do blog P.O.V e lembrar dos meus áureos tempos de infância. Pensei na época em que meu finado avô tinha uma Belina. Meu irmão e eu deitávamos a cabeça sobre aquela parte traseira em que ficam as caixas de som do carro e ficávamos vendo as luzes passarem sobre o vidro. Hoje os carros têm escoro para a cabeça, as crianças já não podem mais ter esse gostinho...
A um adulto anormal corresponde uma infância igualmente anormal:
Sempre fui a criancinha ranhenta que convivia melhor com bichinhos dentro de vidros de concerva do que com bolas de futebol, que colecionava figurinhas de chiclé do Rei leão e que decorava nomes-científicos de dinossauros estampados nas tiras de papel do chocolate "Surpresa!". Brinquei de lego, desenhei em papel de impressora e fui criado feito uma dondoca.
Também lembro de ser o dedo-duro dos meus amigos, não importando o quanto eles apanhariam ou quão sacais seriam seus castigos. Não sei dizer agora se aquilo era causa ou consequência da minha dificuldade pra manter amizades, mas era doloroso delatar. Verdade é que eu era acolhido pelos meus pais sempre que dedava alguém por alguma teimosia, e sempre acabava sozinho enquanto todo o resto se divertia.
O único pensamento confortante que eu tinha era de que eu estava certo (estar certo = ser um grande imbecil que acha que passar trote a cobrar dá cadeia).
Eu chorava bastante mas achava que era o preço a ser pago por ser superior;
Na realidade eu era um crápula.
Hoje eu prefiro as criancinhas teimosas e acho que serei um pai daqueles que deixa o filho montar na garupa e fazer de cavalinho.
Minha mulher terá duas crianças pra cuidar:
Nosso filho e seu melhor amiguinho -eu.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Às metades da laranja
Aqueles que insistem em acreditar em um único amor eterno pra cada indivíduo, é porque não sabem diferenciar romantismo de pessimismo.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Sobre composições e fugas de tema
Quarta de cinzas é uma dessas datas que parecem repetir sempre os mesmos acontecimentos,
e ao mesmo tempo faz relembrar sentimentos de forma tão viva que acabam renascendo.
As mesmas nuvens no céu, a mesma etapa combustiva de paixão, o mesmo sentimento de que não daria certo entre nós.
Tá, admito: Mal a conheci e já tô louco de vontade de beija-la.
É aquela vontadezinha que varia entre um "pegar no colo" e um "pegar de jeito", difícil de conter.
Tô completamente vulnerável, exposto em exibição e subindo pelas paredes:
Quadro grave de paixonite.
Ah, querem saber?!
Faz tempo que eu deixei dessas frescuras e, pra ser sincero,
até que é boa uma dorzinha de cotovelo de vez em quando.
Essa conversa-fiada toda é só pra informar que já elegi nova inspiração pra compor.
Platônica, claro... Pra variar.
Com ela eu só sorrio, bobo, e finjo ter pouco (ou nenhum) interesse.
Finjo Mal, diga-se de passagem.
Já nem sei se essa virá de bossa; Talvez vire tango.
e ao mesmo tempo faz relembrar sentimentos de forma tão viva que acabam renascendo.
As mesmas nuvens no céu, a mesma etapa combustiva de paixão, o mesmo sentimento de que não daria certo entre nós.
Tá, admito: Mal a conheci e já tô louco de vontade de beija-la.
É aquela vontadezinha que varia entre um "pegar no colo" e um "pegar de jeito", difícil de conter.
Tô completamente vulnerável, exposto em exibição e subindo pelas paredes:
Quadro grave de paixonite.
Ah, querem saber?!
Faz tempo que eu deixei dessas frescuras e, pra ser sincero,
até que é boa uma dorzinha de cotovelo de vez em quando.
Essa conversa-fiada toda é só pra informar que já elegi nova inspiração pra compor.
Platônica, claro... Pra variar.
Com ela eu só sorrio, bobo, e finjo ter pouco (ou nenhum) interesse.
Finjo Mal, diga-se de passagem.
Já nem sei se essa virá de bossa; Talvez vire tango.
sábado, 30 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Eu cago, tu cagas...
Quando pensar em transferir a culpa por um ato idiota, lembre-se:
As pessoas não ridicularizam ninguém além de si mesmas.
Quem critica apenas aponta a cagada;
É quem se morde o próprio ridículo, lutando contra a consciência de que fez merda.
As pessoas não ridicularizam ninguém além de si mesmas.
Quem critica apenas aponta a cagada;
É quem se morde o próprio ridículo, lutando contra a consciência de que fez merda.
La passion
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As vezes esqueço como é se apaixonar por alguém.
Um sorriso é tudo o que basta pra parecer que o nosso peito nos sugou pra dentro de si.
O medo é tipo como um último vestígio dessa lucidez estraga-prazeres, falando baixinho:
"Psiu! Paixão é uma lente de astigmatismo num miope, viu?!"
Não adianta. Nessa altura do campeonato até a dor a gente aprendeu a curtir.
É, meu velho! Agora o jeito é esperar que passe.
Desamarra essa cara que eu te pago uma gelada.
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As vezes esqueço como é se apaixonar por alguém.
Um sorriso é tudo o que basta pra parecer que o nosso peito nos sugou pra dentro de si.
O medo é tipo como um último vestígio dessa lucidez estraga-prazeres, falando baixinho:
"Psiu! Paixão é uma lente de astigmatismo num miope, viu?!"
Não adianta. Nessa altura do campeonato até a dor a gente aprendeu a curtir.
É, meu velho! Agora o jeito é esperar que passe.
Desamarra essa cara que eu te pago uma gelada.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Poemas no ônibus
a
a
Do coração
"Sentou-se, no ônibus, ao lado de um desconhecido
E foram felizes para sempre. " (Gabriela Cantergi)
Nem sempre.
Esses dias uma guria linda sentou do meu lado no ônibus.
Com todos aqueles pares de poltronas vazias, ela foi escolher logo sentar do meu lado.
Não, nós não fomos felizes para sempre.
Acho que foi só pra ironizar.
E aí, Gabriela?! Aprendeu que nem tudo são flores?
Então pega a porcaria da poesia e enfia onde quiser.
a
Do coração
"Sentou-se, no ônibus, ao lado de um desconhecido
E foram felizes para sempre. " (Gabriela Cantergi)
Nem sempre.
Esses dias uma guria linda sentou do meu lado no ônibus.
Com todos aqueles pares de poltronas vazias, ela foi escolher logo sentar do meu lado.
Não, nós não fomos felizes para sempre.
Acho que foi só pra ironizar.
E aí, Gabriela?! Aprendeu que nem tudo são flores?
Então pega a porcaria da poesia e enfia onde quiser.
domingo, 1 de novembro de 2009
Religiosamente
"Religião é um pacote de viagem"
De fato, pra algumas pessoas a religião é mesmo um pacote de viagens. Uma daquelas de trajeto incerto com destino far far away, eu diria.
A minha religião é a conceitual: a da ciência, a teológica... Acima de tudo, a da dúvida.
Sempre achei errado que se assuma uma postura católica, espírita, ou seja lá a religião que for.
Dessa forma o vivente não encontra esclarecimento, e sim um time pra torcer:
Torcer pra que haja controvérsias no time adversário, e pra que aquele blablablá todo da missa de domingo seja mesmo a única verdade.
Doce ilusão...
A verdade não é única. Não há nela um ponto cego, e sim um conjunto de vértices.
Escolher uma religião é como escolher entre acreditar em matemática ou em biologia.
O erro maior é pensar religião como algo à parte da ciência; Essa falsa premissa vem lá dos tempos do guaraná com rolha, quando Deus era uma válvula de escape pra o que não tinha explicação.
Aproximar-se de Deus é ser feliz - e quando eu falo em "Deus" não estou falando em criador, que soa como uma mente criadora. Me refiro a força de criação, ao primeiro toque que moveu a poeirinha cósmica pra criar o universo, e que continua a circular como energia (até fisicamente falando) pra que tudo continue se movendo.
A religião, no meu ponto de vista, tem uma divisão básica:
1 - Estudo religioso: A lógica mística e religiosa, ou a teologia.
Eu, por exemplo, compro o coerente de cada religião, e não o "pacote completo"... É bem mais econômico, a potrona é espaçosa, o trajeto é bonito e o destino continua o mesmo.
2 - A prática religiosa: O que se faz religiosamente para elevar-se física, mental ou espiritualmente (ex. Antes de dormir, Thyciano toma religiosamente seu cafezinho).
Não entenderam?
Bueno, depois eu explico que agora tá na hora do meu café.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A verdade dói
"Não se pode reduzir o jazz a partes escritas quando ele é feito para ser tocado com um feeling que só é atingido se divagarmos livremente." (Charles Mingus)
Não só no jazz como em qualquer processo criativo. Aliás, se Charles Mingus tivesse conhecido o "método Cakewalk/Guitar Pro" (vulgo arrasta e toca) certamente estaria se revirando no túmulo até hoje. Eu já abusei de tudo isso, admito.
Daí o camarada faz qualquer coisa, menos arte. Vira alquimia, sei lá.
Música tem que vir do âmago.
É expressão da alma, do que é inatingível com palavras.
Reparem que há uma incrível semelhança entre a música e os sentimentos: Ambos não são concretos, não têm significado sem contexto; A música é feita por uma série de associações do cérebro, que é assimilada desde que nascemos e relacionada com nossa vivência -isso tudo analisando dum ponto de vista científico. Outras conotações, cabem aos leitores darem. A mim, por exemplo, experiências musicais transcendem esse plano espiritual.
Música consegue imprimir o vago com precisão, como diria o maestro.
Parece conversa-mole pra agradar guriezinha.
Artista geralmente tem lábia com a guria certa mesmo...
...só que artista, meu velho, é aquele que expressa.
Guitar pro é coisa pra zé-punheta.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA...foi mal aí a sinceridade.
domingo, 4 de outubro de 2009
[1:45 - mesa de bar]
.A
-Ah,Velho! Vai dizer que tu nunca quis brincar de Deus um dia na vida?Possuir o ouvido absoluto, compor melodias mágicas e apreciar as infinitas gamas de som?
Já pensou que viagem?!
B - Aham.
A - Eu queria ter domínio & percepção sobre o tempo; Ver a grama crescer devagar, o verde das folhas enegrecer à chegada do inverno e o vento dançar com a poeira do verão.
Entender a língua das árvores e fazer o trajeto de suas mudas antenas até seu universo paralelo.
Queria saciar todas as vontades, sem culpa!
Acordar a cada dia com uma mulher linda ao meu lado! Não só por diversão. Tipo o Al Patino no perfume de mulher, tá ligado?! Vivendo "uma vida em um momento".
[suspiro]
- Queria entender a morte também.
E, principalmente, gostaria de continuar -seja como for...
de preferência com o meu egocetrismo, minha identidade e minha memória.
Mas tá, já ficaria contente se, ao invés disso, me fizessem ser feliz com tanta perda, de tanto branco, de tanto desapego; É que, se é que a alma vaga no mesmo espaço e tempo da carne, e disso eu lá tenho minhas dúvidas, acho que eu sou dos espíritos com mais abstinência de vida.
Isso sim é que é uma baita merda!
- Fala aí, velho! Tu não te manifestou até agora!
O que tu achas?!"
B - Bah cara, eu tava prestando atenção em outra coisa...
Tu viu a gata que acabou de passar?!
(...)
sábado, 19 de setembro de 2009
Na vida e no poker
se um dia a coisa ficar preta, prefiro jogar all-in do que sair da mesa com míseras moedas.
...
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Me nasce o siso
Incisivo na carne crua
da língua lasciva
Morde o siso, pua
da minha gengiva
Juízo covarde, egoísta!
Aproveita rasgá canto
que amanhã um dentista
procuro, e te arranco.
Só pra contextualizar:
-Esses tempos fui no dentista extrair os sisos. No entanto, fui advertido que os mesmos encontravam-se sobre um nervo importante e que, prosseguindo, poderia perder definitivamente boa parte da sensibilidade da língua.
Resultado?
Ainda não criei coragem pra tirar essas bostas.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Momentinho hipondriaco p1
Mais Felizes
mais felizes seremos
mais felizes seremos
quando tudo tiver fim
-ai de mim
se seus semblantes serenos
eu ver sumirem,
rachar senhos!
A dor é miragem.
o pranto é passageiro
É porque cheguei primeiro?
Quando queira que viajem,
não importa:
Encontraremo-nos.
não fiquem assim...
Tempo é o de menos!
quando tudo tiver fim
mais felizes seremos;
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Diagnóstico
Se não me engano foi sábado, 24 de julho, em Bagé
Sobre a lareira, vi uma foto minha e do meu irmão, piazitos. Ele mais sorridente e eu mais emburrado.
Meus tios lembram daquela fase até hoje;
Dizem que eu era muito zangado, que fazia um beiço enorme por qualquer coisa...
Tem uma graça em mim, inerente a minha ranzinzês, acham.
Mas eu não me vejo dessa forma.
Costumava cruzar os braços e reclamar quando riam de mim.
Acho que se eu fosse até um psicólogo resolver meus transtornos comportamentais e emocionais, começaria com esse mesmo sintoma:
"-Eu detesto que riam de mim.
...e suspeito que a doença seja grave, doutô.
Na vida faz uma baita falta saber rir de si."
Sobre a lareira, vi uma foto minha e do meu irmão, piazitos. Ele mais sorridente e eu mais emburrado.
Meus tios lembram daquela fase até hoje;
Dizem que eu era muito zangado, que fazia um beiço enorme por qualquer coisa...
Tem uma graça em mim, inerente a minha ranzinzês, acham.
Mas eu não me vejo dessa forma.
Costumava cruzar os braços e reclamar quando riam de mim.
Acho que se eu fosse até um psicólogo resolver meus transtornos comportamentais e emocionais, começaria com esse mesmo sintoma:
"-Eu detesto que riam de mim.
...e suspeito que a doença seja grave, doutô.
Na vida faz uma baita falta saber rir de si."
terça-feira, 14 de julho de 2009
Pensamento Avulso
chiclé na sola esquerda
lerdeia, gruda,
mastiga a rua
aperta logo o passo
lá vem ela, a toa
a querer trova tua
esquece que a conhece
que a queria tanto
nua, na tua cama
tua língua muda a cada instante
pra falar de coisas vagas
pra tentar de um tudo
Uma língua muda, um ouvido surdo
Põe o lábio em foco
não quer amor, quer amante
lerdeia, gruda,
mastiga a rua
aperta logo o passo
lá vem ela, a toa
a querer trova tua
esquece que a conhece
que a queria tanto
nua, na tua cama
tua língua muda a cada instante
pra falar de coisas vagas
pra tentar de um tudo
Uma língua muda, um ouvido surdo
Põe o lábio em foco
não quer amor, quer amante
terça-feira, 14 de abril de 2009
Anti-sentimento
Esse estado de espírito, que carrega a contradição em si, é diferente da ausência de sentimento.
É um sentido que nega a si mesmo, um sentimento de "não-sentir":
Meu espírito adormece.
Meus amores já não duram, minhas paixões já não são tão intensas; O fim de tarde não tem melancolia, a manhã de sábado não tem alegria e as segundas-feiras, eu confundo com sextas;
Não sinto vontade de falar mais do que o necessário.
Se me ofendem, eu calo. Se sou elogiado, não dou a mínima.
Tudo fere, mas nada dói.
Sou carne sem sistema nervoso.
Aqui deixo, como registro, este que é o algoz da humanidade: O sentimento de dormência, de introversão, impotência e comodismo.
É um sentido que nega a si mesmo, um sentimento de "não-sentir":
Meu espírito adormece.
Meus amores já não duram, minhas paixões já não são tão intensas; O fim de tarde não tem melancolia, a manhã de sábado não tem alegria e as segundas-feiras, eu confundo com sextas;
Não sinto vontade de falar mais do que o necessário.
Se me ofendem, eu calo. Se sou elogiado, não dou a mínima.
Tudo fere, mas nada dói.
Sou carne sem sistema nervoso.
Aqui deixo, como registro, este que é o algoz da humanidade: O sentimento de dormência, de introversão, impotência e comodismo.
segunda-feira, 23 de março de 2009
O bom egocentrismo
Quando vivemos por alguém, deixamos de ser atraentes;
É o que fazemos por nós mesmos que atrai.
É o que fazemos por nós mesmos que atrai.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Divagação sobre as coisas
Algumas coisas "simplesmente são", como diria meu amigo samuca.
É o caso da ceroula (ou cuecão). Ninguém compra esse tipo de roupa e, ainda assim, toda casa de macho que se preze possui um em alguma gaveta do armário. É que essa peculiar peça da indumentária masculina está muito aquém e além do tempo;
Ela sempre foi e sempre será.
Outras coisas coisas têm significado tão bem firmado em nós que é quase impossível empregar outro sentido às palavras que as ancoram, senão o que já possuem.
O domingo, por exemplo: Sempre será o dia que já começa com cara de fim;
Aquele diazinho chato e melancólico, com céu vermelho, com jeitão de volta às aulas...
Existe uma terceira condição das coisas: Trata-se da impressão do "não-ser".
As coisas pertencentes a essa classe simplesmente não são passiveis de certos tratos.
Assim, sem mais explicações, concluo com o seguinte pensamento:
"Cervejas e canudinhos não combinam."
É o caso da ceroula (ou cuecão). Ninguém compra esse tipo de roupa e, ainda assim, toda casa de macho que se preze possui um em alguma gaveta do armário. É que essa peculiar peça da indumentária masculina está muito aquém e além do tempo;
Ela sempre foi e sempre será.
Outras coisas coisas têm significado tão bem firmado em nós que é quase impossível empregar outro sentido às palavras que as ancoram, senão o que já possuem.
O domingo, por exemplo: Sempre será o dia que já começa com cara de fim;
Aquele diazinho chato e melancólico, com céu vermelho, com jeitão de volta às aulas...
Existe uma terceira condição das coisas: Trata-se da impressão do "não-ser".
As coisas pertencentes a essa classe simplesmente não são passiveis de certos tratos.
Assim, sem mais explicações, concluo com o seguinte pensamento:
"Cervejas e canudinhos não combinam."
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Caça-dor
Um dia é da caça
o outro, do caça-
dor
Vida cara
de graça, só des-
graça
Sobrevivo com pouco
Em meio as taças, sóbrio
só
O corpo, inóspito
de breve vista, de verve
cega
tropeça na sorte
e se apóia a verdade
torpe:
Todo córrego corrói
toda cura cobre um
talho
em cada atalho -falho
toda a caça, caça-
............................dor
o outro, do caça-
dor
Vida cara
de graça, só des-
graça
Sobrevivo com pouco
Em meio as taças, sóbrio
só
O corpo, inóspito
de breve vista, de verve
cega
tropeça na sorte
e se apóia a verdade
torpe:
Todo córrego corrói
toda cura cobre um
talho
em cada atalho -falho
toda a caça, caça-
............................dor
domingo, 11 de janeiro de 2009
Canção que me faz
Eu não sei mais por que
continuo a cantar a canção que me faz mal.
Acho que cantarei até que faça bem.
Eu já não sei
se aguento esse fardo.
Um fado! Um trago!
Te trago e te estrago.
Eu brado!
Meu bem! meu bem! Pra que ficar bem
que eu queria.
Mas não! silencio não.
Dispenso o zen
pra te fazer desafinar também.
Pra variar, tá incompleta.
Tô montando a harmonia, ainda. Rezem pra sair do papel, que eu tô com dificuldade pra achar o tempo e a tensão.
continuo a cantar a canção que me faz mal.
Acho que cantarei até que faça bem.
Eu já não sei
se aguento esse fardo.
Um fado! Um trago!
Te trago e te estrago.
Eu brado!
Meu bem! meu bem! Pra que ficar bem
que eu queria.
Mas não! silencio não.
Dispenso o zen
pra te fazer desafinar também.
Pra variar, tá incompleta.
Tô montando a harmonia, ainda. Rezem pra sair do papel, que eu tô com dificuldade pra achar o tempo e a tensão.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Dramalhão
Então Cansaste.
Muito pouco do que fora, fica.
Se encaminha para o fim -desastre
Desata! Sensação de nó na tripa.
Preciso de distração.
Angústias internas, ternas, me carcomem.
Saciados corvos partirão (Não!)
avôam e somem.
Que beijo te suprime, amor, a'fora o da razão?
que não seja fogo árduo, breve,
que mantenha combustão.
E as tripas, já tão trépidas?!
Como farpa! Raspa! Sangra! Escarna!
Meu algoz? fermentado ou destilado?! Não e não!
Era mordaça à alma aos berros(sim, disfarça).
Prefiro fazer das tripas coração à tua espera
do que ceder ao real, que tem fim.
Engendra, logo enterra.
Essa é da minha época ultra-romantica.
A original era ainda mais dramática, então eu tratei de dar um certo tom "humorístico"(?)...
Sei lá.
Fui perceber tarde que romantismo exacerbado combina mais com ego do que com amor.
Muito pouco do que fora, fica.
Se encaminha para o fim -desastre
Desata! Sensação de nó na tripa.
Preciso de distração.
Angústias internas, ternas, me carcomem.
Saciados corvos partirão (Não!)
avôam e somem.
Que beijo te suprime, amor, a'fora o da razão?
que não seja fogo árduo, breve,
que mantenha combustão.
E as tripas, já tão trépidas?!
Como farpa! Raspa! Sangra! Escarna!
Meu algoz? fermentado ou destilado?! Não e não!
Era mordaça à alma aos berros(sim, disfarça).
Prefiro fazer das tripas coração à tua espera
do que ceder ao real, que tem fim.
Engendra, logo enterra.
Essa é da minha época ultra-romantica.
A original era ainda mais dramática, então eu tratei de dar um certo tom "humorístico"(?)...
Sei lá.
Fui perceber tarde que romantismo exacerbado combina mais com ego do que com amor.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Christmas Time Is Here
Written by Vince Guaraldi, Lee Mendelson
Christmas time is here
Happiness and cheer
Fun for all that children call
Their favorite time of the year
Snowflakes in the air
Carols everywhere
Olden times and ancient rhymes
Of love and dreams to share
Sleigh bells in the air
Beauty everywhere
Yuletide by the fireside
And joyful memories there
Christmas time is here
We'll be drawing near
Oh, that we could always see
Such spirit through the year
Oh, that we could always see
Such spirit through the year...
Tudo o que o natal me passa, resumido em uma canção.
Feliz natal!
Christmas time is here
Happiness and cheer
Fun for all that children call
Their favorite time of the year
Snowflakes in the air
Carols everywhere
Olden times and ancient rhymes
Of love and dreams to share
Sleigh bells in the air
Beauty everywhere
Yuletide by the fireside
And joyful memories there
Christmas time is here
We'll be drawing near
Oh, that we could always see
Such spirit through the year
Oh, that we could always see
Such spirit through the year...
Tudo o que o natal me passa, resumido em uma canção.
Feliz natal!
domingo, 21 de dezembro de 2008
Era uma vez...
Quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, curti uma guriezinha; Fernanda era o nome dela.
Alias, meu irmão também gostava da tal guria.
Até hoje eu não entendo porque diabos nós a curtíamos.
Ela era lindinha, é verdade, mas eu acho que isso não importava muito.
Criança não tem malícia, nem imagina as diferenças entre um namoro e uma simples amizade.
O mais incrível é que, embora ambos a namorássemos assumidamente, ela não namorava nenhum de nós -Era um namoro unilateral.
Tanto fazia! O importante é que nós a tínhamos.
Mas a gente cresce e as coisas mudam:
Hoje eu me perco pensando no que eu sinto por cada guria; Não é mais só uma Fernanda, são várias.
Por cada uma, um sentimento. As vezes só um suspiro, as vezes um suador.
Namoro unilateral? Que nada!
Do platonismo só sobrou solidão.
Embora já tenha pensado bastante a respeito, nunca cheguei a conclusão alguma.
Crianças são legais por isso. Não caem na bobagem de tentar justificar aquilo que sentem ou pensam.
Alias, meu irmão também gostava da tal guria.
Até hoje eu não entendo porque diabos nós a curtíamos.
Ela era lindinha, é verdade, mas eu acho que isso não importava muito.
Criança não tem malícia, nem imagina as diferenças entre um namoro e uma simples amizade.
O mais incrível é que, embora ambos a namorássemos assumidamente, ela não namorava nenhum de nós -Era um namoro unilateral.
Tanto fazia! O importante é que nós a tínhamos.
Mas a gente cresce e as coisas mudam:
Hoje eu me perco pensando no que eu sinto por cada guria; Não é mais só uma Fernanda, são várias.
Por cada uma, um sentimento. As vezes só um suspiro, as vezes um suador.
Namoro unilateral? Que nada!
Do platonismo só sobrou solidão.
Embora já tenha pensado bastante a respeito, nunca cheguei a conclusão alguma.
Crianças são legais por isso. Não caem na bobagem de tentar justificar aquilo que sentem ou pensam.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Caso encerrado.
Já nem me lembro quando não doía
Pra que continuar assim?
Vamos encerrando o caso
que nosso fim é o fim.
(resp.)
O nosso caso é na dor!
Sempre foi, eu acho.
Dor não é nada;
É só pretexto pra quem pára.
...
Comecei a compor sem pensar direito e saiu isso.
Não combina muito com meu atual momento, mas deixa...
Freud certamente explicaria!
Pra que continuar assim?
Vamos encerrando o caso
que nosso fim é o fim.
(resp.)
O nosso caso é na dor!
Sempre foi, eu acho.
Dor não é nada;
É só pretexto pra quem pára.
...
Comecei a compor sem pensar direito e saiu isso.
Não combina muito com meu atual momento, mas deixa...
Freud certamente explicaria!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Desabafo
Estava eu tomando banho e relembrando o fatídico dia em que levei aquela surra na frente do bar.
Lembrei de cada soco, de cada gotícula de sangue. Lembrei do pai me levando no IML pra fazer o exame de corpo de delito. E principalmente, lembrei que eu, contrariando todas as minhas expectativas, banquei o herói e fui pra cima de 6 ou 7 caras pra livrar o mano.
Sorri agora.
Aquele foi um dos momentos mais vividos e mais intensos pelo qual já passei. Acho que foi uma das raras ocasiões em que vivi algo fora do planejado.
Dia após dia eu fico olhando pra xícara de café e ela fica ali, parada, olhando de volta pra mim.
Esfriando. E a minha barba crescendo. E a vida passando.
Estou pensando que preciso conhecer a mulher da minha vida e fugir com ela. Que eu tenho que dirigir pelado. Tenho que passar ridículo, fazer um esporte radical, matar o emprego...
Tô precisando sofrer aquela dor subjetiva e intensa, me desequilibrar emocionalmente e não ter como processar por danos morais.
É, tô pensando; Infelizmente só pensar não leva a lugar algum.
Quer saber? Acho que na real eu tô precisando levar outra surra.
Lembrei de cada soco, de cada gotícula de sangue. Lembrei do pai me levando no IML pra fazer o exame de corpo de delito. E principalmente, lembrei que eu, contrariando todas as minhas expectativas, banquei o herói e fui pra cima de 6 ou 7 caras pra livrar o mano.
Sorri agora.
Aquele foi um dos momentos mais vividos e mais intensos pelo qual já passei. Acho que foi uma das raras ocasiões em que vivi algo fora do planejado.
Dia após dia eu fico olhando pra xícara de café e ela fica ali, parada, olhando de volta pra mim.
Esfriando. E a minha barba crescendo. E a vida passando.
Estou pensando que preciso conhecer a mulher da minha vida e fugir com ela. Que eu tenho que dirigir pelado. Tenho que passar ridículo, fazer um esporte radical, matar o emprego...
Tô precisando sofrer aquela dor subjetiva e intensa, me desequilibrar emocionalmente e não ter como processar por danos morais.
É, tô pensando; Infelizmente só pensar não leva a lugar algum.
Quer saber? Acho que na real eu tô precisando levar outra surra.
sábado, 4 de outubro de 2008
Como estamos?
Pressinto o fim.
Tenho medo de tocar no assunto.
Sucinto, o fim.
Só sinto, então.
Pareces bem;
O pessimismo nato em mim que fala
"-Não há mais nós."
Eu vejo nós, meu bem!
Infelizmente nós que não desatam
Desato a rir, de mim.
Perdi a vós
no fundo do meu peito.
No fundo sei -não digo, pois
perdi a voz.
...
Ainda nem acertei um refrão pra ela, mas tive que postar (incrível como isso vicia).
Acho que tudo na vida vicia.
Espero que vocês curtam, essa já é material da banda.
Tenho medo de tocar no assunto.
Sucinto, o fim.
Só sinto, então.
Pareces bem;
O pessimismo nato em mim que fala
"-Não há mais nós."
Eu vejo nós, meu bem!
Infelizmente nós que não desatam
Desato a rir, de mim.
Perdi a vós
no fundo do meu peito.
No fundo sei -não digo, pois
perdi a voz.
...
Ainda nem acertei um refrão pra ela, mas tive que postar (incrível como isso vicia).
Acho que tudo na vida vicia.
Espero que vocês curtam, essa já é material da banda.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Óde ao mar
Fizeste querer (ah!) mar,
descobrir meu naufrágio.
E o que mais me dói
é que não afundei na tua fúria.
Foi teu sereno suave que,
lentamente,
a amarra franziu.
É a indiferença que rói!
Minha cabeça está uma zona
abissal.
Hoje vivo sem ti.
Mal- mas vivo.
Por tua culpa perdi meu norte.
Óde à boca seca!
A deriva!
Ao enjôo!
Se de alguma sorte
avistar ancoradouro,
na certa é miragem.
Antigão...
É ridículo, eu sei. Como diria um amigo: "Who cares?"
descobrir meu naufrágio.
E o que mais me dói
é que não afundei na tua fúria.
Foi teu sereno suave que,
lentamente,
a amarra franziu.
É a indiferença que rói!
Minha cabeça está uma zona
abissal.
Hoje vivo sem ti.
Mal- mas vivo.
Por tua culpa perdi meu norte.
Óde à boca seca!
A deriva!
Ao enjôo!
Se de alguma sorte
avistar ancoradouro,
na certa é miragem.
Antigão...
É ridículo, eu sei. Como diria um amigo: "Who cares?"
domingo, 28 de setembro de 2008
É dificil lembrar
Olá, caros amigos!
Mais um blog na minha enorme lista de blogues malsucedidos.
A exclusão do anterior (doininteligivel.blogspot) levou consigo coincidentemente a mesma frase que dá inicio ao atual:
"É dificil lembrar."
Realmente, como é dificil!
Detesto lembrar o babaca que vivo sendo. É provavel que o "eu" que pretendo ser olhe pra trás e sinta vergonha; E vergonha, como todos sabem, é dos sentimentos que mais me incomoda.
"Mas, Thyciano, porque diabos criaste outro blog se te faz tão mal?" E novamente respondo: "é dificil lembrar." Tão frequente quanto a mudança, é o esquecimento. E faz-se nessessário lembrar. Machuca, mas é necessário. A talhadeira machuca a pedra para esculpi-la.
Convido todos os leitores a exercitarem sua auto-estima participando ativamente. Criem suas proprias bobagens e não esqueçam de comentar as minhas.
Mais um blog na minha enorme lista de blogues malsucedidos.
A exclusão do anterior (doininteligivel.blogspot) levou consigo coincidentemente a mesma frase que dá inicio ao atual:
"É dificil lembrar."
Realmente, como é dificil!
Detesto lembrar o babaca que vivo sendo. É provavel que o "eu" que pretendo ser olhe pra trás e sinta vergonha; E vergonha, como todos sabem, é dos sentimentos que mais me incomoda.
"Mas, Thyciano, porque diabos criaste outro blog se te faz tão mal?" E novamente respondo: "é dificil lembrar." Tão frequente quanto a mudança, é o esquecimento. E faz-se nessessário lembrar. Machuca, mas é necessário. A talhadeira machuca a pedra para esculpi-la.
Convido todos os leitores a exercitarem sua auto-estima participando ativamente. Criem suas proprias bobagens e não esqueçam de comentar as minhas.
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